sábado, 27 de novembro de 2010

Ilha Grande

Para um melhor entendimento seguem os personagens
por ordem Chris grande, Gustavo, Cris, Cris Brown eu e Laíza



Eu
Laísa (minha vizinha)
Gustavo
Cristina
Chrisstian Grande (alemão)
Chrisstian Brown (alemão)
Os quatro últimos conheci 20 minutos antes de entrar no ónibus, logo tenho poucas informações.





Não consigo imaginar um tema melhor para abrir o meu blog do que a viajem a ilha grande. afinal de contas foi ela(a viajem) e a resenha por e-mail (sobre a mesma) que me fizeram voltar a escrever(não entendo porque eu parei, logo eu que adoro me expressar...)

após um despertar muito tumultuado que envolvia muito sono algumas cervejas mal digeridas duas malas muito pesadas, e um grande atraso, sem falar na Laísa, partimos freneticamente para a rodoviária (abraço especial ao seu Paulo, taxista que nos levou até a Novo Rio)

Após alguns pequenos contra tempos com o caixa eletrônico, uma ligação confusa e a descoberta que o banheiro da rodoviária é pago, conseguimos achar o resto da nossa equipe de viajem
EQUIPEEEEEE, 
português herói, 
navegante é o Cabral, 
para tudo terra a vista
O bonde segue sua náu  momento piada interna

Comecei cometendo mais uma das minhas incontáveis gafes, nossa equipe de viajem estava praticamente se conhecendo ali na hora, então virei para o Gustavo, Brasileiro e carioca da gema e mandei, "bom dia germany guy" bom, errei o Alemão!!!(por falar em alemão a coisa ta feia por lá...)

depois de uma rápida resenha, nos dirigimos ao nosso ónibus, brindei nosso intrépido motorista com um belo Bom Dia!!! Partimos para mangaratiba, chegamos lá e logo descolei duas bananas nanicas com um feirante, saquei dindin enfrentando mais contra tempo com meia dúzia de caixas eletrônicos, partimos pra ilha na escuna de um simpático capitão que bebia cerveja sem parar um estante, a banda de forro formada por um punhado de Paulista fazia trilha sonora, o tempo nublado dava o tom de drama a viajem, balançando, forroziando e vez por outra deixando o céu mais cinza continuamos rumo a Palmas.

Haaa Palmas, com o perdão do trocadilho "palmas a Palmas"
desembarque calmo, trilha ao camping nem tanto chegada no mesmo muito menos. tal qual uma multidão de farofeiros indo a praia, chega a galera de São joão da barra, uma turma muito animada(exesivamente animados) gritando fazendo todo tipo de zueira e algazarra.

No decorrer do primeiro dia vi o quanto aquela viajem poderia ser louca (e foi), o entrosamento entre a equipe recem formada foi ótimo o Cris grande se sentiu a vontade o bastante pra dar um estrondoso berro com a inexpereda frase "Vai começar a putária", Gustavo foi assediado por um cara que curti outros caras e fazia parte do Bonde de SJB(São João da Barra, os farofeiros animados.), eu conheci um camarada(Lucas) que lavava ser narguile e fazia parte do mesmo bonde, porem me pareceu mas sociável...
pouco tempo depois estávamos bem entrosado no bonde SJB. E assim de repente a lua toma a vez do sol e dar um toque afrodisíaco na viajem. Laísa que o diga...

A noite havia esfriado ainda mais, a fumaça do nargile conferia a barraca um aspecto de casa de filme com uma coluna de fumaça subindo como se fosse uma chaminé, as músicas que o bonde SJB ouvia estavam longe (bem longe) de serem boas ou apropriadas, nada que ofuscasse o momento, todos rindo muito, Laísa recebendo consulta espiritual do cara que curte caras, Chris Brown passando por apuros para se desvencilhar das teimosas investidas de janjão(mais um cara que curte caras) Gustavo apenas ria, com aquele risinho que diz: foda-se eu quero mais é ver o circo pegar fogo, Cristina só queria saber de pinga enquanto Chris grande estava preocupado mesmo quando começaria a putaria.

Lopes Mendes
O dia seguinte prometia, acordamos e após os cuidados pessoais partimos rumo a Lopes Mendes, a trilha molhada na ocasião era um convite ao tombo, nossa ida foi tranquila, alguns escorregões mais nada grave, confesso uma certa decepção ao chegar em Lopes, aguardava ansiosamente por meses para ver aquela praia com sua agua de um azul estonteante, porem o dia estava nublado, o que acabou ofuscando o azul da agua, uma passada em St. António antes de pegar a trilha de volta para o camping. Lembram do convite ao tombo que a trilha a todo momento nos fazia??? Cristina resolveu aceitar, mosquiou, o pé escorregou, a gravidade agiu e o resto é vídeo cacetada.

A segunda noite prometia ainda mais, um forro no mínimo inusitado foi o nosso destino após 10 minutos de trilha na selva chegamos no tal rasta pé, o clima não podia ser melhor, um trio de quatro integrantes (pois é coisas de ilha grande, o nome do trio??? trio de quatro) tocava o melhor do pé de serra e assim ao som de "ela só quer só pensa em namorar, ela só quer..." fui me entrosando no forro, com as aulas da professora Laísa em pouco tempo me tornei uma figura participativa do bate coxa.

Forro
O FORRO (esse forro merece um parágrafo só pra ele)

Como dito anteriormente o clima era ótimo, a música boa, eu tinha aprendido a dançar(claro que dentro das limitações impostas pela minha coordenação motora), então descobri que a cerveja era barata, e o chão era de areia havia muita gente bonita e simpática (e algumas feias e antipáticas), olhei pra lado e me deparei com uma queda de braço entre Chris Brown e Janjão, um cachorro me cruza o caminho com ar de dono do lugar, Gustavo com um sorriso quase infantil dizia repetidas vezes, "cara, eu to muito feliz" (todos nos estávamos Gustavo!!!) Chris grande não queria saber de outra coisa se não fazer o shake, rodopiar e encochar a mulherada do forro, Cristina foi a melhor parceira de forro que já tive, o que me permitiu fazer passos ousados como dançar sem as mãos e outras estripulias dansativas, em dada hora a luz elétrica do forro nos abandonou o gerador só conseguia suprir de energia o amplificador da banda, o forro passou a ser a base de lampião, mas nem por isso o rasta pé perdeu a pressão...


Guardarei esse forro pra sempre na memória!!!
cachorro no forro
queda de braço
Aulas de Shake com o Chris















O terceiro dia começa com um sentimento de tristeza invisível no ar, seria a data de nossa separação, todos iriam embora, apenas eu ficaria na ilha, porem fomos aproveitar o pouco de tempo que nos restava, e tratamos aquele dia como um dia normal, apesar da angustia da separação eminente. Praia, almoço, muita besteira, e ainda sim uma pontinha de tristeza e outras pontinhas a mais. Acompanhei aquelas pessoas que mal conhecia mas, que em 3 dias já faziam parte da minha história arrumarem suas malas desmontarem as barracas e se prepararem para voltar as suas (e minha também) vidas normais sem o tom Clixe(referencia a este texto do Gustavo) que a viajem nos presenteava. Bolsas, barracas e bugingangas arrumadas partimos pra trilha que levaria meus companheiros ao barco que faz a travessia entre a fantasia e realidade, do auto do cais eu observava aqueles rostinhos se despedindo de mim, talvez como uma criança dando Adeus ao Mickey na saida da Disney e eu o Mickey perdendo a insubstituivel companhia do pateta, da margarida, do donald e de toda a turma, porem...
eu ainda estava na minha Disney

Despedida...

Continua...

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