Abro esse novo post pedindo desculpas a quem ler esse blog! seja por ter demorado a volta escrever nele, seja por ter voltado a faze-lo (caso alguém não goste de ler minhas baboseiras)
Agora sim vamos ao que não interessa de verdade. Era véspera de mais um jogo da seleção brasileira pelo campeonato sulamericano, o programa inicial era tomarmos uma cervejinha e ver o jogo na casa de um camarada. Quando de repente me surge no facebook um comentário, cervejinha com jogo aki em casa cancelado, motivo estou indo pro sana. pensei com os meu botões "puts, isso sim é uma puta idéia" logo depois aparece outra msg, precisamos de mais duas pessoas para rachar o aluguel de um carro e ir toma a reta das cachus, depois de numerosas tentativas, consegui falar com Felipe sobre a viagem porem, não me animou muito ja que ficamos na dependência de arrumar mais uma pessoa para ir conosco e considerando que ja era quinta-feira e 23:50, achei complicado arrumar mais alguém. Acabei largando de mão a ideia da viagem e me joguei pro berço.
E aí que no dia seguinte as 7:45 em quanto rumava ao trabalho me toca o telefone com felipe e sua irmã Lia eufóricos no telefone dizendo ja terem resolvido o problema do passageiro faltante, e que agora a trip só dependia de mim. respondi a eles "enche o tanque que eu faço a mala" foi assim que começou mais uma viagem ao meu SANAtório favortio
Me lembro até hoje que eu não lembro mais a data mas, era meio do ano, acredito que junho ou julho, até porque a grande atração do sana na ocasião era a festa junina/julhina o internacionalmente não conhecido arraiá do sana.
Quase chegando ao nosso destino reparei uma das grandes vantagens de se alugar um carro, a vantagem é, FODA-SE O CARRO!!! nos deparamos com um certo engarrafamento de uns 3 carros mais o bem dito ônibus que atravancava a caravana de passar. Foi quando nosso intrépido motorista ligou o foda-se pra esquerda e lançou o pobre celtinha contra a buraqueira da estrada e nossa navegadora, copilota, e auxiliar para assuntos muriaeense defenestrou um grito de LOCALIZAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.
Me lembro como se fosse a um ano atras(e foi!) o frio dos invernos que fazia!!! PQP 10x!!! montamos as barracas em condições desumanas de tanto frio, nas 4 horas que se passaram não sentia da metade do pé pra frente, após algumas doses de catuaba e ximboquinha, não tenho certeza se voltei a sentir a ponta extrema do pé ou se parei de sentir a outra metade, fato é tava frio pra burro!!! me recordo muito bem de ver dois ou três pinguins passarem por mim bem agasalhados e ainda sim reclamando do friagem.
lá pelas 4 da manhã encontramos um showzinho rolando em um bar local que não consigo lembrar a porra do nome por nada no mundo. Uma descrição breve do show incluiria um maluco beleza de bermuda e camiseta, uma caixa de som chiando um chiado chato e um violão desafinado. PRONTO!!!! Ta aí a receita de um dos maiores shows que já assisti na vida.
A alegria e vontade de cantar do maluco beleza a prova de frio foi impressionante, e como se não houvesse amanha e a frente dele estivessem mais de um milhão de pessoas aquele fabuloso cantor levou a loucura uma multidão de aproximadamente 30 pessoas.
Sem repetir nenhuma música e só apelando ao supremo Bob Marlei e o não tão legal Renato Russo depois das 6 o gaúcho do vocal cantou até as dez da matina.
"Coisas que só acontecem no sana"
continua!
Penso, logo... criei um blog
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
quarta-feira, 2 de março de 2011
dicas e pitacos
Olá seguidores e visitantes oportunos do meu blog. dei um tempo nas minhas história de viagens para inaugurar um novo espaço no blog. Neste novo pedaço darei dicas de algumas coisas, nada com muitas regras, posso falar de músicas, filmes, livros, exposições, restaurantes, lugares e etc.
pra começar vou falar de uma das minha grandes paixões e vícios, a MÚSICA ai vão três dicas de artistas que merecem nossa atenção.
* Mauricio Baia dono de um sotaque nordestino, leva ao rock uma pitada de brasilidade com muita influencia de Raul Seixas e Bob Dylan, um som que vai do Folk ao forro num piscar de olhos, letras muito bem feitas e bem humoradas. O artista acaba de lançar seu 1º DVD Baia no circo.
* grooveria, variando entre o jazz e soul a banda brinca com músicas brasileiras e internacionais podendo variar do "tema da pantera cor de rosa" a "com que roupa eu vou" , vale muito a pena conferir o som desses caras, todos são excelentes músicos e não fazem corpo mole música boa de verdade!!!
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Sanatório
Em completa desobediencia a cronologia dos fatos, o próximo post se trata da minha viagem ao Sana(feita a alguns meses atrás). E já de passagem vou dizendo que é mais um desse lugares tirados de dentro dos nosso sonhos, uma intrigante mistura entre o labirinto do fauno e mundo de Nárnia. Um lugar que se tem a sensação de que a qualquer momento pode se deparar com um gnomo tomando banho de cahoiera o uma fada pegando sol, o que se segue é uma fantasiosa, porem real historia desses fins de semana e feriados que não nos permitimos esquecer. que mesmo daqui a cinquenta anos lembraremos de detalhes que nem as máquinas conseguiram registrar.
Viagem começou na noite anterior ao embarque no ônibus que me levaria até Casemiro de Abreu, usei a casa de um casal de amigos como base avançada antes da viagem, por completa imbecilidade minha, não comprei a passagem com antecedência. o que evidentemente me gerou um certo transtorno, então após uma noite de cerveja, snacs, uma noite mais uma vez mal dormida, uma carona com Allan e sua diginissima patroa monik chego a rodoviaria de niterói. Logo na chegada conheço um sujeito com pinta de malandro do suburbio que me oferece transporte pra casimiro, peço pra ele me aguardar alguns minutos e vou até o guiche conferir o horário dos ônibus, descobiri que só haveria buzão 3 horas depois, e que o malandro do suburbio, malandramente arrumou alguem pro me lugar e meteu o pé. Montei em um coletivo rumando ao rio e desci pela novo rio, depois de gastar um tempinho propcurando o guiche certo e uma fila insuportável consegui a passagem que me deixaria a 40 minutos do sana. embarquei sem maiores problemas no horário em que estava marcada a passagem, viagem rápida até casimiro, na companhia de uma garrafinha d'agua um trakinas e meu inseparevel travesseiro, tirei uns dois cochilos pratiquei malabarismo no apertado banheiro, e antes que eu esperava ja tinha chegado. Tratei logo de descobrir de onde partiria a kombi que me levaria ao Sana.
Chego na fila da kombi( fato curioso sobre kombis, não importa o ano ou estado de conservação, todas fazem o mesmo barulho quando se bate a porta, um desconfortavel barulho de lata com lata) e por falar em desconforto, dividi o banco da frente da kombi com o motorista, um sujeito que gostava de contar vantagem, a minha mochila que é grande pra cacete e minha não menos imensa barraca. depois de 40 minutos chacoalhando, sentindo caimbras e ouvindo as lorotas do sujeito ao meu lado chegamos ao sana.
Tive uma ótima primeira impressão da cidade, super limpa e muito pequena, como eu imaginava. Achei sem problemas o meu camping seguindo as dicas do loroteiro da kombi, que também estava acampado por lá, fiz o "check in" no camping Art café (recomendadisimo), e fui logo tratar de arrumar a barraca, estava louco de ansiedade pra conhecer o lugar. Depois de uma rápida volta de reconhecimento, conheci o riozinho que passa preguiçoso por de trás camping. Armei a barraca com muito custo e pulei fora rumo a cachoeira mais próxima.
Com poucas informações colhidas pelo caminho achei sem problemas o escorrega, duas pedras bem lisas onde qualquer um pode sentar a bunda na agua gelada e escorregar até um poço que tem no final das pedras, era possível observar alguns pequenos grupos sentados as margens do rio, papiando sem muita preocupação. fiquei paradão ali olhando tudo, como um caipira que chega pela primeira vez na cidade grande. kkkkkkk era justamente o oposto, tanta beleza me deixou sem muita reação, queria observar tudo e guardar o máximo na memória( que não é la muito boa). Passado um tempo comecei a subir pelo rio afim de explorar o lugar, com cinco minutos de caminhada, achei uma cena curiosa, que não é a primeira vez que via, em outras viagens que serão abordadas aqui no blog, ja tinha visto coisas desse tipo, no alto de algumas pedras se viam algumas pedras de porte bem menor empilhadas umas sobre as outras, tais montinhos de pedras estavam por todos
os lugares, como se fossem enfeites em um lugar que não precisa de mais nada pra chamar a atenção. Com a fome me chamando de volta ao planeta terra, refaço o caminho pelo rio até o escorega e ganho a trilha na direção da cidade. Chegando no acampamento, pego algumas coisas como panela e miojo e me mando pra cozinha afim de preparar minha comida mas, antes mesmo de eu botar a água para esquentar três gurias do sul me ofercem parte do macarrão que elas tinham feito, alegando terem cozinhado macarrão de mais. fazer o que né?!?!?! parti pra dentro do macarrão que não estava tão mal como a aparencia da cozinha sugeria.
Termiando o almoço fui socializar com a galera do camping.
+embreve
Viagem começou na noite anterior ao embarque no ônibus que me levaria até Casemiro de Abreu, usei a casa de um casal de amigos como base avançada antes da viagem, por completa imbecilidade minha, não comprei a passagem com antecedência. o que evidentemente me gerou um certo transtorno, então após uma noite de cerveja, snacs, uma noite mais uma vez mal dormida, uma carona com Allan e sua diginissima patroa monik chego a rodoviaria de niterói. Logo na chegada conheço um sujeito com pinta de malandro do suburbio que me oferece transporte pra casimiro, peço pra ele me aguardar alguns minutos e vou até o guiche conferir o horário dos ônibus, descobiri que só haveria buzão 3 horas depois, e que o malandro do suburbio, malandramente arrumou alguem pro me lugar e meteu o pé. Montei em um coletivo rumando ao rio e desci pela novo rio, depois de gastar um tempinho propcurando o guiche certo e uma fila insuportável consegui a passagem que me deixaria a 40 minutos do sana. embarquei sem maiores problemas no horário em que estava marcada a passagem, viagem rápida até casimiro, na companhia de uma garrafinha d'agua um trakinas e meu inseparevel travesseiro, tirei uns dois cochilos pratiquei malabarismo no apertado banheiro, e antes que eu esperava ja tinha chegado. Tratei logo de descobrir de onde partiria a kombi que me levaria ao Sana.
Chego na fila da kombi( fato curioso sobre kombis, não importa o ano ou estado de conservação, todas fazem o mesmo barulho quando se bate a porta, um desconfortavel barulho de lata com lata) e por falar em desconforto, dividi o banco da frente da kombi com o motorista, um sujeito que gostava de contar vantagem, a minha mochila que é grande pra cacete e minha não menos imensa barraca. depois de 40 minutos chacoalhando, sentindo caimbras e ouvindo as lorotas do sujeito ao meu lado chegamos ao sana.
Tive uma ótima primeira impressão da cidade, super limpa e muito pequena, como eu imaginava. Achei sem problemas o meu camping seguindo as dicas do loroteiro da kombi, que também estava acampado por lá, fiz o "check in" no camping Art café (recomendadisimo), e fui logo tratar de arrumar a barraca, estava louco de ansiedade pra conhecer o lugar. Depois de uma rápida volta de reconhecimento, conheci o riozinho que passa preguiçoso por de trás camping. Armei a barraca com muito custo e pulei fora rumo a cachoeira mais próxima.
Com poucas informações colhidas pelo caminho achei sem problemas o escorrega, duas pedras bem lisas onde qualquer um pode sentar a bunda na agua gelada e escorregar até um poço que tem no final das pedras, era possível observar alguns pequenos grupos sentados as margens do rio, papiando sem muita preocupação. fiquei paradão ali olhando tudo, como um caipira que chega pela primeira vez na cidade grande. kkkkkkk era justamente o oposto, tanta beleza me deixou sem muita reação, queria observar tudo e guardar o máximo na memória( que não é la muito boa). Passado um tempo comecei a subir pelo rio afim de explorar o lugar, com cinco minutos de caminhada, achei uma cena curiosa, que não é a primeira vez que via, em outras viagens que serão abordadas aqui no blog, ja tinha visto coisas desse tipo, no alto de algumas pedras se viam algumas pedras de porte bem menor empilhadas umas sobre as outras, tais montinhos de pedras estavam por todos
os lugares, como se fossem enfeites em um lugar que não precisa de mais nada pra chamar a atenção. Com a fome me chamando de volta ao planeta terra, refaço o caminho pelo rio até o escorega e ganho a trilha na direção da cidade. Chegando no acampamento, pego algumas coisas como panela e miojo e me mando pra cozinha afim de preparar minha comida mas, antes mesmo de eu botar a água para esquentar três gurias do sul me ofercem parte do macarrão que elas tinham feito, alegando terem cozinhado macarrão de mais. fazer o que né?!?!?! parti pra dentro do macarrão que não estava tão mal como a aparencia da cozinha sugeria.Termiando o almoço fui socializar com a galera do camping.
+embreve
domingo, 28 de novembro de 2010
A viagem continua
Bom, conforme prometido na postagem anterior, continuo uma breve narrativa da minha viagem a Ilha Grande, porem agora estou sozinho no paraíso, ou melhor dizendo, já que estou no paraíso ninguém melhor pra me fazer companhia do que ele, O Todo Poderoso pai de J. Cristo. Porque sinceramente muito do que eu vi e vivi lá esses dias são coisas que só posso delegar a responsabilidade a Ele. cachoeiras lindas, praias magnificas, vistas de se tirar o fôlego e perder as ações, um céu tão estrelado quanto a nossa razão nos deixar imaginar. Sem medo de parecer mais um desses anúncios de férias o que se segue é o relato de 4 dias que passei sozinho no Éden.
1ª noite sozinho
Após a partida dos meus companheiros de viagem, fiquei meio sem ação por um período de tempo, sem saber muito bem o que fazer, na volta ao acampamento vi o bonde SJB( referência ao post passado) arrumarem suas coisas para também retornarem cada qual a sua vida, era curioso ver aquela cidade em miniatura na qual passei meus últimos dias se tornar o meu próprio latifúndio em questão de minutos. Barracas desmontadas malas feitas e o bonde partiu, restara em mim uma sensação de vazio, parecia que todos os habitantes da terra sumirão e me deixaram a terra como lembrança. Deixei os pensamentos de lado e fui fazer meu jantar afim de ocupar a minha mente e encher minha barriga.
Entre picar uma cebola e ferver a água reparei que era reparado. olhos verdes me fitavam a todo o momento, me fiz de bobo e continuei o preparo da janta. Ouvi meio de longe alguns comentários provocantes que por mais que não fossem feitos em minha direção sabia que era o alvo dos mesmos, continuei me fazendo de bobo, me permitindo apenas rápidos olhares desafiadores. janta pronta, parte do que pretendia comer naquela noite estava em minha frente, deliciei-me (nem tanto) com minha janta na bela companhia de uma Coca-cola gelada(sim, até no paraíso tem Coca gelada).
Janta feita.
Zona arrumada.
Barriga cheia.
Vamos a caçada
ou seria virar caça?
Na parte de fora do camping havia um pequeno bar que servia em dia de metrópole para a confraternização geral, tal qual a lapa pro rio. La também se via de tudo e todos. quando cheguei a minha Lapa me deparei com um animado papiar dos funcionários do camping, que hora reverenciavam seus empregos em uma ilha paradisíaca, hora queixavam-se de seus patrões. Aos poucos me entrosei na conversa, dando eventuais palpites, e em pouco tempo me senti em uma roda de amigos. Continuei sendo observado agora de muito perto, com olhares marcantes e movimentos provocantes. logo a lua apareceu e como em noites passadas jogo todo seu poder afrodisíaco sobre a praia, passado algum tempo com a maioria se recolhendo aos seus aposentos(barracas na verdade onde moram os funcionários do camping), podemos finalmente atender o chamado de Afrodite. O que começou moderadamente na praia rapidamente se estendeu a minha barraca (que a propósito estava armada). Em um ritmo frenético e desenfreado, em meio aquela bagunça de corpos fui surpreendido com uma pergunta "quantos anos você tem?" respondi que tenho 23, então uma risadinha malandra tomou o ambiente, logo depois se ouviu " haha tenho 39" aquilo me soou como um desafio, um embate entre experiência e vontade, entre o conhecimento e a disposição. o que havia começado na praia, se estendido a barraca, agora ganhava a direção do banheiro, e então realizando o que mais havia se falado no camping, desfilei nu pelo camping. terminado o começado voltamos as nossas barracas, satisfeitos com o resultado da batalha, ambos foram vencedores!!!
1º dia sozinho
Um saco!!! só choveu, eu só dormir, e fui alvejado por uma dúvida que desde a partida tentava evitar, será que eu deveria ter ido embora com eles? Botei Janis Joplin pra tocar e voltei pra cama.
Tornei a despertar e sai do casulo, me informaram que já eram 6 da tarde, ótimo, esse dia terrível e chuvoso passou rápido. Comi alguma coisa, não pude comer outra, dei uma volta rápida na praia afim de deixar a cabeça ativa. mas acabei voltando de pressa a barraca e pegando no sono novamente.
2º dia sozinho
Acordo com a esperança de um dia melhor, logo sou surpreendido com um mosaico de sombras na parede da minha barraca, um seleto grupo de raios de sol chegavam a minha barraca depois de passarem pela peneira que uma amendoeira fazia com suas folhas, o vento dava ao desenho vida e movimento, alterando a cada sopro a forma das imagens em minha barraca. dei um pulo da cama, me vesti e botei a cara pra fora da barraca afim de ter certeza sobre o que me esperava, um belo sol ardia no céu, deixando as águas mais claras ainda. após uma trilha de uns 50 minutos me encontravam em um túnel verde, a restinga da praia que eu me aproximava se fechava por cima da minha cabeça, e logo após uma curva me deparo Agora sim com o hipnótico mar de Lopes Mendes
1ª noite sozinho
Após a partida dos meus companheiros de viagem, fiquei meio sem ação por um período de tempo, sem saber muito bem o que fazer, na volta ao acampamento vi o bonde SJB( referência ao post passado) arrumarem suas coisas para também retornarem cada qual a sua vida, era curioso ver aquela cidade em miniatura na qual passei meus últimos dias se tornar o meu próprio latifúndio em questão de minutos. Barracas desmontadas malas feitas e o bonde partiu, restara em mim uma sensação de vazio, parecia que todos os habitantes da terra sumirão e me deixaram a terra como lembrança. Deixei os pensamentos de lado e fui fazer meu jantar afim de ocupar a minha mente e encher minha barriga.
Entre picar uma cebola e ferver a água reparei que era reparado. olhos verdes me fitavam a todo o momento, me fiz de bobo e continuei o preparo da janta. Ouvi meio de longe alguns comentários provocantes que por mais que não fossem feitos em minha direção sabia que era o alvo dos mesmos, continuei me fazendo de bobo, me permitindo apenas rápidos olhares desafiadores. janta pronta, parte do que pretendia comer naquela noite estava em minha frente, deliciei-me (nem tanto) com minha janta na bela companhia de uma Coca-cola gelada(sim, até no paraíso tem Coca gelada).
Janta feita.
Zona arrumada.
Barriga cheia.
Vamos a caçada
ou seria virar caça?
Na parte de fora do camping havia um pequeno bar que servia em dia de metrópole para a confraternização geral, tal qual a lapa pro rio. La também se via de tudo e todos. quando cheguei a minha Lapa me deparei com um animado papiar dos funcionários do camping, que hora reverenciavam seus empregos em uma ilha paradisíaca, hora queixavam-se de seus patrões. Aos poucos me entrosei na conversa, dando eventuais palpites, e em pouco tempo me senti em uma roda de amigos. Continuei sendo observado agora de muito perto, com olhares marcantes e movimentos provocantes. logo a lua apareceu e como em noites passadas jogo todo seu poder afrodisíaco sobre a praia, passado algum tempo com a maioria se recolhendo aos seus aposentos(barracas na verdade onde moram os funcionários do camping), podemos finalmente atender o chamado de Afrodite. O que começou moderadamente na praia rapidamente se estendeu a minha barraca (que a propósito estava armada). Em um ritmo frenético e desenfreado, em meio aquela bagunça de corpos fui surpreendido com uma pergunta "quantos anos você tem?" respondi que tenho 23, então uma risadinha malandra tomou o ambiente, logo depois se ouviu " haha tenho 39" aquilo me soou como um desafio, um embate entre experiência e vontade, entre o conhecimento e a disposição. o que havia começado na praia, se estendido a barraca, agora ganhava a direção do banheiro, e então realizando o que mais havia se falado no camping, desfilei nu pelo camping. terminado o começado voltamos as nossas barracas, satisfeitos com o resultado da batalha, ambos foram vencedores!!!
1º dia sozinho
Um saco!!! só choveu, eu só dormir, e fui alvejado por uma dúvida que desde a partida tentava evitar, será que eu deveria ter ido embora com eles? Botei Janis Joplin pra tocar e voltei pra cama.
Tornei a despertar e sai do casulo, me informaram que já eram 6 da tarde, ótimo, esse dia terrível e chuvoso passou rápido. Comi alguma coisa, não pude comer outra, dei uma volta rápida na praia afim de deixar a cabeça ativa. mas acabei voltando de pressa a barraca e pegando no sono novamente.
2º dia sozinho
Acordo com a esperança de um dia melhor, logo sou surpreendido com um mosaico de sombras na parede da minha barraca, um seleto grupo de raios de sol chegavam a minha barraca depois de passarem pela peneira que uma amendoeira fazia com suas folhas, o vento dava ao desenho vida e movimento, alterando a cada sopro a forma das imagens em minha barraca. dei um pulo da cama, me vesti e botei a cara pra fora da barraca afim de ter certeza sobre o que me esperava, um belo sol ardia no céu, deixando as águas mais claras ainda. após uma trilha de uns 50 minutos me encontravam em um túnel verde, a restinga da praia que eu me aproximava se fechava por cima da minha cabeça, e logo após uma curva me deparo Agora sim com o hipnótico mar de Lopes Mendes
![]() |
| Chegada em Lopes. |
A praiana foi ótima, na trilha treinei um pouco do meu inglês e na praia um pouco do espanhol. Me senti em qualquer lugar do mundo menos no Brasil, pois na praia não se falava português bom, uns até tentavam achava graça de ver espanhóis, franceses argentinos e ingleses tentado se virar no nosso complicado modo de se comunicar. deixando a globalização da praias pra trás pego carona em um pequeno barco pra 9 pessoas em direção
A nescesidade de comunicação, a vontade de saber o que Mah havia me escrito e a curiosidade de conhecer outras partes da ilha me fazem atravessar a ilha em uma jornada quase épica pelo meio da mata, passando por subidas intermináveis descidas escorregadias e traiçoeiras, chego a Vila de Abraão, um simpático lugar que parece não se incomodar com o passar do tempo, depois de conferir, me alegrar e me preocupar com o que Mah me escreveu, dou sinal de vida aos parentes, fecho o e-mail e redes sociais e agradeço por deixar aquela parafernalha eletrônica pra trás. Meu destino era bem mais interessante, a cachoeira da feiticeira me aguardava, colhi algumas informações me muni de uma garrafa d'agua e um pacote de biscoito(trouxe tudo de volta e joguei no lixo) e ganhei a trilha pra cachú da feiticeira, logo aos 10 minutos de trilha sou presenteado com um poção natural de águas vindas da cachoeira, em um ambiente onde me sentia o único humano, senti o forte impulso de tomar um banho nu porem, afim de evitar futuros embaraços permaneço com a sunga e pulo na água. Me entorpeço com a beleza do local por um tempo, saio da água e me visto, recarrego a garrafa com água e continuo a subida. faço um contato rápido com duas inglesas que mais tarde vim descobrir serem irmãs, depois de lhes pedir uma gentileza e as orientar quanto ao caminho correto, ultrapasso-as e tomo a dianteira pela trilha a fora pouco metros depois de uma árdua subida me deparo com uma imagem impactante de uma lagoa de um verde debochado, que dava a tal lagoa um ar de superioridade mediante a mediocridade da raça humana. Me restou exclamar HOoooooo, segundos depois em quanto eu ainda admirava a paisagem as duas inglesas apareceram e se pode ouvir " HOoooooo it's wonderful", daí pra frente ganhei a companhias das simpáticas inglesas. Ao chegar na cachoeira houve algum tempo de silêncio, todos observavam o lugar, como se tentando guardar na memória cada detalhe daquele lugar, rompi o silencio dizendo" é lindo né?!" e por mais que Laura(uma das inglesas) não falasse nada de português neste momento ela pareceu me entender e concordou com um movimento simples e charmoso com a cabeça. tomamos um gelado banho de cachu e logo ela seguiu seu rumo junto com sua irmão e eu segui pra praia da feiticeira. Não menos bonita que a sua cachoeira, a praia apresentava um grupo de uns quinze personagens que em pouco tempo subiram em uma lancha e se foram, deixando a praia vazia e calma. Na volta pra casa com a trilha ainda húmida devido as chuvas de dias anteriores fui mais uma vítima do descuido, não testei o piso onde botei o pé, logo a intolerante gravidade ignorando todo meu esforço pra me manter em pé, me jogou de bunda no chão. logo o dia terminava sem nada mais a ser descrito.
4º e último dia sozinho
Acordo já com as malas previamente arrumadas na noite anterior depois de um rápido café da manha, subo novamente no barquinho que tinha me trago de Lopes Mendes, a partimos a toda de para Lopes(este barco leva um rapaz que mora no camping e vende bebidas na praia). Na chegada um nativo chamou mina atenção a um fungo rosa que nasce nas árvores, estes fundo só crescem onde se tem um oxigénio 100% limpo, daí me questionei porque não via esse fungo aqui no rio...
Mais uma vez a praiana foi excelente, com um intercâmbio cultural que envolveu um casal de franceses que a mulher se insinuava pra mim, e uma argentina simpática que mora atualmente na ilha meu tempo na praia se esgotou, peguei a trilha de volta ao camping, desmontei minha barraca, terminei de montar o quebra cabeça da minha mochila joguei tudo nas costas e depois de me despedir dos nativos, fui aguardar meu barco, era a minha vez de deixar a Diney pra trás, este barco me levou a Abraão, onde lanchei e peguei a barca para Mangaratiba, lá um ónibus me esperava. a volta foi rápida e sem imprevistos. cheguei na novo rio com a cabeça ainda na ilha, então me concentrei e fiquei atento, afinal estava de volta ao Rio. depois de um irritante engarrafamento as 11 Hs. da noite, uma troca muito demorada de ónibus e um calor infernal, chego em casa.
Cansado, feliz, leve e com a cabeça calma, pronto pra encarar por mais algum tempo nossa selva de pedras.
Ficam as saudades, as lembranças e a certeza de um reencontro em breve.
3º dia sozinho
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| Cachoeira da feiticeira |
4º e último dia sozinho
Acordo já com as malas previamente arrumadas na noite anterior depois de um rápido café da manha, subo novamente no barquinho que tinha me trago de Lopes Mendes, a partimos a toda de para Lopes(este barco leva um rapaz que mora no camping e vende bebidas na praia). Na chegada um nativo chamou mina atenção a um fungo rosa que nasce nas árvores, estes fundo só crescem onde se tem um oxigénio 100% limpo, daí me questionei porque não via esse fungo aqui no rio...
Mais uma vez a praiana foi excelente, com um intercâmbio cultural que envolveu um casal de franceses que a mulher se insinuava pra mim, e uma argentina simpática que mora atualmente na ilha meu tempo na praia se esgotou, peguei a trilha de volta ao camping, desmontei minha barraca, terminei de montar o quebra cabeça da minha mochila joguei tudo nas costas e depois de me despedir dos nativos, fui aguardar meu barco, era a minha vez de deixar a Diney pra trás, este barco me levou a Abraão, onde lanchei e peguei a barca para Mangaratiba, lá um ónibus me esperava. a volta foi rápida e sem imprevistos. cheguei na novo rio com a cabeça ainda na ilha, então me concentrei e fiquei atento, afinal estava de volta ao Rio. depois de um irritante engarrafamento as 11 Hs. da noite, uma troca muito demorada de ónibus e um calor infernal, chego em casa.
Cansado, feliz, leve e com a cabeça calma, pronto pra encarar por mais algum tempo nossa selva de pedras.
Ficam as saudades, as lembranças e a certeza de um reencontro em breve.
sábado, 27 de novembro de 2010
Ilha Grande
Para um melhor entendimento seguem os personagens
Eu
Laísa (minha vizinha)
Gustavo
Cristina
Chrisstian Grande (alemão)
Chrisstian Brown (alemão)
Os quatro últimos conheci 20 minutos antes de entrar no ónibus, logo tenho poucas informações.
Não consigo imaginar um tema melhor para abrir o meu blog do que a viajem a ilha grande. afinal de contas foi ela(a viajem) e a resenha por e-mail (sobre a mesma) que me fizeram voltar a escrever(não entendo porque eu parei, logo eu que adoro me expressar...)
após um despertar muito tumultuado que envolvia muito sono algumas cervejas mal digeridas duas malas muito pesadas, e um grande atraso, sem falar na Laísa, partimos freneticamente para a rodoviária (abraço especial ao seu Paulo, taxista que nos levou até a Novo Rio)
Após alguns pequenos contra tempos com o caixa eletrônico, uma ligação confusa e a descoberta que o banheiro da rodoviária é pago, conseguimos achar o resto da nossa equipe de viajem
EQUIPEEEEEE,
português herói,
navegante é o Cabral,
para tudo terra a vista
O bonde segue sua náu momento piada interna
Comecei cometendo mais uma das minhas incontáveis gafes, nossa equipe de viajem estava praticamente se conhecendo ali na hora, então virei para o Gustavo, Brasileiro e carioca da gema e mandei, "bom dia germany guy" bom, errei o Alemão!!!(por falar em alemão a coisa ta feia por lá...)
depois de uma rápida resenha, nos dirigimos ao nosso ónibus, brindei nosso intrépido motorista com um belo Bom Dia!!! Partimos para mangaratiba, chegamos lá e logo descolei duas bananas nanicas com um feirante, saquei dindin enfrentando mais contra tempo com meia dúzia de caixas eletrônicos, partimos pra ilha na escuna de um simpático capitão que bebia cerveja sem parar um estante, a banda de forro formada por um punhado de Paulista fazia trilha sonora, o tempo nublado dava o tom de drama a viajem, balançando, forroziando e vez por outra deixando o céu mais cinza continuamos rumo a Palmas.
Haaa Palmas, com o perdão do trocadilho "palmas a Palmas"
desembarque calmo, trilha ao camping nem tanto chegada no mesmo muito menos. tal qual uma multidão de farofeiros indo a praia, chega a galera de São joão da barra, uma turma muito animada(exesivamente animados) gritando fazendo todo tipo de zueira e algazarra.
No decorrer do primeiro dia vi o quanto aquela viajem poderia ser louca (e foi), o entrosamento entre a equipe recem formada foi ótimo o Cris grande se sentiu a vontade o bastante pra dar um estrondoso berro com a inexpereda frase "Vai começar a putária", Gustavo foi assediado por um cara que curti outros caras e fazia parte do Bonde de SJB(São João da Barra, os farofeiros animados.), eu conheci um camarada(Lucas) que lavava ser narguile e fazia parte do mesmo bonde, porem me pareceu mas sociável...
pouco tempo depois estávamos bem entrosado no bonde SJB. E assim de repente a lua toma a vez do sol e dar um toque afrodisíaco na viajem. Laísa que o diga...
A noite havia esfriado ainda mais, a fumaça do nargile conferia a barraca um aspecto de casa de filme com uma coluna de fumaça subindo como se fosse uma chaminé, as músicas que o bonde SJB ouvia estavam longe (bem longe) de serem boas ou apropriadas, nada que ofuscasse o momento, todos rindo muito, Laísa recebendo consulta espiritual do cara que curte caras, Chris Brown passando por apuros para se desvencilhar das teimosas investidas de janjão(mais um cara que curte caras) Gustavo apenas ria, com aquele risinho que diz: foda-se eu quero mais é ver o circo pegar fogo, Cristina só queria saber de pinga enquanto Chris grande estava preocupado mesmo quando começaria a putaria.
O dia seguinte prometia, acordamos e após os cuidados pessoais partimos rumo a Lopes Mendes, a trilha molhada na ocasião era um convite ao tombo, nossa ida foi tranquila, alguns escorregões mais nada grave, confesso uma certa decepção ao chegar em Lopes, aguardava ansiosamente por meses para ver aquela praia com sua agua de um azul estonteante, porem o dia estava nublado, o que acabou ofuscando o azul da agua, uma passada em St. António antes de pegar a trilha de volta para o camping. Lembram do convite ao tombo que a trilha a todo momento nos fazia??? Cristina resolveu aceitar, mosquiou, o pé escorregou, a gravidade agiu e o resto é vídeo cacetada.
A segunda noite prometia ainda mais, um forro no mínimo inusitado foi o nosso destino após 10 minutos de trilha na selva chegamos no tal rasta pé, o clima não podia ser melhor, um trio de quatro integrantes (pois é coisas de ilha grande, o nome do trio??? trio de quatro) tocava o melhor do pé de serra e assim ao som de "ela só quer só pensa em namorar, ela só quer..." fui me entrosando no forro, com as aulas da professora Laísa em pouco tempo me tornei uma figura participativa do bate coxa.
O FORRO (esse forro merece um parágrafo só pra ele)
Como dito anteriormente o clima era ótimo, a música boa, eu tinha aprendido a dançar(claro que dentro das limitações impostas pela minha coordenação motora), então descobri que a cerveja era barata, e o chão era de areia havia muita gente bonita e simpática (e algumas feias e antipáticas), olhei pra lado e me deparei com uma queda de braço entre Chris Brown e Janjão, um cachorro me cruza o caminho com ar de dono do lugar, Gustavo com um sorriso quase infantil dizia repetidas vezes, "cara, eu to muito feliz" (todos nos estávamos Gustavo!!!) Chris grande não queria saber de outra coisa se não fazer o shake, rodopiar e encochar a mulherada do forro, Cristina foi a melhor parceira de forro que já tive, o que me permitiu fazer passos ousados como dançar sem as mãos e outras estripulias dansativas, em dada hora a luz elétrica do forro nos abandonou o gerador só conseguia suprir de energia o amplificador da banda, o forro passou a ser a base de lampião, mas nem por isso o rasta pé perdeu a pressão...
Guardarei esse forro pra sempre na memória!!!
O terceiro dia começa com um sentimento de tristeza invisível no ar, seria a data de nossa separação, todos iriam embora, apenas eu ficaria na ilha, porem fomos aproveitar o pouco de tempo que nos restava, e tratamos aquele dia como um dia normal, apesar da angustia da separação eminente. Praia, almoço, muita besteira, e ainda sim uma pontinha de tristeza e outras pontinhas a mais. Acompanhei aquelas pessoas que mal conhecia mas, que em 3 dias já faziam parte da minha história arrumarem suas malas desmontarem as barracas e se prepararem para voltar as suas (e minha também) vidas normais sem o tom Clixe(referencia a este texto do Gustavo) que a viajem nos presenteava. Bolsas, barracas e bugingangas arrumadas partimos pra trilha que levaria meus companheiros ao barco que faz a travessia entre a fantasia e realidade, do auto do cais eu observava aqueles rostinhos se despedindo de mim, talvez como uma criança dando Adeus ao Mickey na saida da Disney e eu o Mickey perdendo a insubstituivel companhia do pateta, da margarida, do donald e de toda a turma, porem...
eu ainda estava na minha Disney
Continua...
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| por ordem Chris grande, Gustavo, Cris, Cris Brown eu e Laíza |
Eu
Laísa (minha vizinha)
Gustavo
Cristina
Chrisstian Grande (alemão)
Chrisstian Brown (alemão)
Os quatro últimos conheci 20 minutos antes de entrar no ónibus, logo tenho poucas informações.
Não consigo imaginar um tema melhor para abrir o meu blog do que a viajem a ilha grande. afinal de contas foi ela(a viajem) e a resenha por e-mail (sobre a mesma) que me fizeram voltar a escrever(não entendo porque eu parei, logo eu que adoro me expressar...)
após um despertar muito tumultuado que envolvia muito sono algumas cervejas mal digeridas duas malas muito pesadas, e um grande atraso, sem falar na Laísa, partimos freneticamente para a rodoviária (abraço especial ao seu Paulo, taxista que nos levou até a Novo Rio)
Após alguns pequenos contra tempos com o caixa eletrônico, uma ligação confusa e a descoberta que o banheiro da rodoviária é pago, conseguimos achar o resto da nossa equipe de viajem
EQUIPEEEEEE,
português herói,
navegante é o Cabral,
para tudo terra a vista
O bonde segue sua náu momento piada interna
Comecei cometendo mais uma das minhas incontáveis gafes, nossa equipe de viajem estava praticamente se conhecendo ali na hora, então virei para o Gustavo, Brasileiro e carioca da gema e mandei, "bom dia germany guy" bom, errei o Alemão!!!(por falar em alemão a coisa ta feia por lá...)
depois de uma rápida resenha, nos dirigimos ao nosso ónibus, brindei nosso intrépido motorista com um belo Bom Dia!!! Partimos para mangaratiba, chegamos lá e logo descolei duas bananas nanicas com um feirante, saquei dindin enfrentando mais contra tempo com meia dúzia de caixas eletrônicos, partimos pra ilha na escuna de um simpático capitão que bebia cerveja sem parar um estante, a banda de forro formada por um punhado de Paulista fazia trilha sonora, o tempo nublado dava o tom de drama a viajem, balançando, forroziando e vez por outra deixando o céu mais cinza continuamos rumo a Palmas.
Haaa Palmas, com o perdão do trocadilho "palmas a Palmas"
desembarque calmo, trilha ao camping nem tanto chegada no mesmo muito menos. tal qual uma multidão de farofeiros indo a praia, chega a galera de São joão da barra, uma turma muito animada(exesivamente animados) gritando fazendo todo tipo de zueira e algazarra.
No decorrer do primeiro dia vi o quanto aquela viajem poderia ser louca (e foi), o entrosamento entre a equipe recem formada foi ótimo o Cris grande se sentiu a vontade o bastante pra dar um estrondoso berro com a inexpereda frase "Vai começar a putária", Gustavo foi assediado por um cara que curti outros caras e fazia parte do Bonde de SJB(São João da Barra, os farofeiros animados.), eu conheci um camarada(Lucas) que lavava ser narguile e fazia parte do mesmo bonde, porem me pareceu mas sociável...
pouco tempo depois estávamos bem entrosado no bonde SJB. E assim de repente a lua toma a vez do sol e dar um toque afrodisíaco na viajem. Laísa que o diga...
A noite havia esfriado ainda mais, a fumaça do nargile conferia a barraca um aspecto de casa de filme com uma coluna de fumaça subindo como se fosse uma chaminé, as músicas que o bonde SJB ouvia estavam longe (bem longe) de serem boas ou apropriadas, nada que ofuscasse o momento, todos rindo muito, Laísa recebendo consulta espiritual do cara que curte caras, Chris Brown passando por apuros para se desvencilhar das teimosas investidas de janjão(mais um cara que curte caras) Gustavo apenas ria, com aquele risinho que diz: foda-se eu quero mais é ver o circo pegar fogo, Cristina só queria saber de pinga enquanto Chris grande estava preocupado mesmo quando começaria a putaria.
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| Lopes Mendes |
A segunda noite prometia ainda mais, um forro no mínimo inusitado foi o nosso destino após 10 minutos de trilha na selva chegamos no tal rasta pé, o clima não podia ser melhor, um trio de quatro integrantes (pois é coisas de ilha grande, o nome do trio??? trio de quatro) tocava o melhor do pé de serra e assim ao som de "ela só quer só pensa em namorar, ela só quer..." fui me entrosando no forro, com as aulas da professora Laísa em pouco tempo me tornei uma figura participativa do bate coxa.
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| Forro |
Como dito anteriormente o clima era ótimo, a música boa, eu tinha aprendido a dançar(claro que dentro das limitações impostas pela minha coordenação motora), então descobri que a cerveja era barata, e o chão era de areia havia muita gente bonita e simpática (e algumas feias e antipáticas), olhei pra lado e me deparei com uma queda de braço entre Chris Brown e Janjão, um cachorro me cruza o caminho com ar de dono do lugar, Gustavo com um sorriso quase infantil dizia repetidas vezes, "cara, eu to muito feliz" (todos nos estávamos Gustavo!!!) Chris grande não queria saber de outra coisa se não fazer o shake, rodopiar e encochar a mulherada do forro, Cristina foi a melhor parceira de forro que já tive, o que me permitiu fazer passos ousados como dançar sem as mãos e outras estripulias dansativas, em dada hora a luz elétrica do forro nos abandonou o gerador só conseguia suprir de energia o amplificador da banda, o forro passou a ser a base de lampião, mas nem por isso o rasta pé perdeu a pressão...
Guardarei esse forro pra sempre na memória!!!
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| cachorro no forro |
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| queda de braço |
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| Aulas de Shake com o Chris |
O terceiro dia começa com um sentimento de tristeza invisível no ar, seria a data de nossa separação, todos iriam embora, apenas eu ficaria na ilha, porem fomos aproveitar o pouco de tempo que nos restava, e tratamos aquele dia como um dia normal, apesar da angustia da separação eminente. Praia, almoço, muita besteira, e ainda sim uma pontinha de tristeza e outras pontinhas a mais. Acompanhei aquelas pessoas que mal conhecia mas, que em 3 dias já faziam parte da minha história arrumarem suas malas desmontarem as barracas e se prepararem para voltar as suas (e minha também) vidas normais sem o tom Clixe(referencia a este texto do Gustavo) que a viajem nos presenteava. Bolsas, barracas e bugingangas arrumadas partimos pra trilha que levaria meus companheiros ao barco que faz a travessia entre a fantasia e realidade, do auto do cais eu observava aqueles rostinhos se despedindo de mim, talvez como uma criança dando Adeus ao Mickey na saida da Disney e eu o Mickey perdendo a insubstituivel companhia do pateta, da margarida, do donald e de toda a turma, porem...
eu ainda estava na minha Disney
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| Despedida... |
Continua...
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Voltando as letras
Boa noite a todos, ou quase todos! rs
Depois de muito tempo sem dedicar um tempo a escrita monto este blog com intuito de expor o mundo de baboseiras e genialidades que envolvem minha cabeça todos dias.(vale dizer que mais baboseiras, mas farei o possível pra me concentrar nos pontos positivos)
Agradeço a todos que estiverem comigo.
Depois de muito tempo sem dedicar um tempo a escrita monto este blog com intuito de expor o mundo de baboseiras e genialidades que envolvem minha cabeça todos dias.(vale dizer que mais baboseiras, mas farei o possível pra me concentrar nos pontos positivos)
Agradeço a todos que estiverem comigo.
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